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Luanda - O presidente da Companhia de Seguro de Créditos (Cosec) reforçou hoje, em entrevista à Antena 1 e ao Jornal de Negócios, que Portugal está a negociar com Angola o aumento da linha de crédito para 1.500 milhões de euros.
Fonte: Lusa

Há uma semana, o ministro dos Negócios Estrangeiros português, de visita a Luanda, anunciou que o aumento da linha de crédito para 1.500 milhões de euros estava em estudo.


O governante português referiu mesmo que a autorização da despesa que permitirá esse aumento já foi inscrita no Orçamento do Estado para 2017.

Na entrevista, o presidente da Cosec concretiza que há interesse do Governo angolano em utilizar a linha de crédito para obras públicas de médio prazo.

Miguel Gomes da Costa recorda que a linha esteve parada, porque os angolanos tiveram alternativas de financiamento mais interessantes do que as oferecidas pelos bancos portugueses. No entanto, afiança, o interesse está a voltar, sobretudo para projetos entre dois a sete anos.

Por isso, “é nesta altura que o Governo português deve apoiar mais os angolanos”, sublinha, considerando que Portugal deve ajudar Angola numa perspetiva de longo prazo.

Admitindo que a sinistralidade relativamente a Angola, tanto ao nível do incumprimento do importador, como ao nível do risco de transferência, cresceu, o responsável assinala, por outro lado, que se tem verificado uma melhoria de pagamentos nas transferências.

Na mesma entrevista à Antena 1 e ao Jornal de Negócios, Miguel Gomes da Costa diz que o Governo português já renovou em 350 milhões de euros as garantias para seguros de crédito em países de risco político, para 2017. Trata-se de uma linha criada em 2009, durante a crise, e que permitiu às empresas continuarem a exportar para países fora da União Europeia e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

Miguel Gomes da Costa assume ainda estar preocupado com a evolução do comércio internacional, determinante para uma economia aberta como a portuguesa.

Em 2016, o comércio internacional teve, em volume, o crescimento mais baixo desde 2009, mas a expectativa é que em 2017 haja alguma melhoria de crescimento, fruto da recuperação de mercados emergentes como Brasil e Rússia.

Relativamente à economia portuguesa, Miguel Gomes da Costa considera fundamental focar a estratégia de crescimento mais nas exportações do que no consumo. “A estratégia do consumo não teve resultados tão bons como se queria”, observa.
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O vice-ministro britânico para a Commonwealth, África e Médio Oriente, Tobias Ellwood, manifestou ontem, em Luanda, disponibilidade do seu país ajudar Angola a diversificar a economia em áreas como a agricultura, infraestruturas, transportes e educação.
O governante britânico realizou nesta segunda-feira (13), uma visita de algumas horas a Angola para promover oportunidades para o aumento da cooperação económica e comercial com o Governo angolano.

De acordo com Tobias Elwwod, “há grandes oportunidades” de cooperação nas áreas referidas, bem como no setor financeiro, razão por que defende uma maior abertura nessa área.
“Angola neste momento está a olhar para a diversificação, o Reino Unido está preparado para dar apoio a uma série de aspetos em áreas como sejam a agricultura, infraestruturas, educação, transportes e finanças”, disse Tobias Ellwood, no final da audiência com o secretário de Estado do Ministério das Relações Exteriores, Manuel Augusto.
Por sua vez, o governante angolano disse que Angola pode aproveitar o manancial de capacidades da Grã-Bretanha, apontando também os setores do turismo e de conservação da natureza como interesses.
“É uma visita que abre grandes perspetivas e vamos, depois dessa visita, ao nível do nosso Governo analisar em que áreas nós devemos avançar. Não devemos ter a pretensão de fazer tudo ou em todas as áreas, mas escolher aquelas onde a Grã-Bretanha pode ser de facto um parceiro seguro, um parceiro que tem capacidade financeira, que tem capacidade técnica”, frisou.
Num comunicado de imprensa, o Ministério das Relações Exteriores angolano refere que a visita do governante britânico, visa ainda analisar as repercussões do ‘Brexit’ nas relações bilaterais, bem como avaliar os últimos desenvolvimentos regionais e internacionais de interesse comum, entre outros aspetos.
O programa de visita inscreve ainda audiências com os ministros da Defesa, João Lourenço, da Administração do Território, Bornito de Sousa, das Finanças, Archer Mangueira, e com o ministro chefe da Casa Civil da Presidência da República, Manuel da Cruz.
Os Governos de Angola e da Grã-Bretanha assinaram em 1986 um Acordo de Cooperação, que foi impulsionado, em 2016, aquando da visita do antecessor de Tobias Elwood no cargo, James Duddrige, com a assinatura de um Memorando de Entendimento sobre Concertação Política e Económica entre os dois países.
Lusa

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A marca de bebida alcoólica, Sagres, começou a ser produzida este ano em Angola, num acordo feito entre a empresa portuguesa e a Sociedade de Distruibuição de Bebidas de Angola (Sodiba). A noticia foi avançada pelas marcas neste sábado (11), em conferência de imprensa.  
A produção da Sagres em Angola localizado no Polo Industrial do Bom Jesus, a 60 quilómetros de Luanda, este complexo industrial conta uma área industrial com uma extensão de 40 hectares e com capacidade instalada de produção anual de 144 milhões de litros, prevê uma produção de 200 milhões de litros de bebidas por ano, tendo a produção arrancado em janeiro passado.

Envolve duas linhas de enchimento, uma com capacidade para 50 mil garrafas/hora e outra linha para o enchimento de latas com a mesma capacidade.
A marca foi lançada sob o mote “Sagres, o Mundo é Teu!”, e conta como embaixadores da cerveja personalidades angolanas, a modelo Sharam Diniz, o basquetebolista Carlos Morais e o músico C4Pedro.
O mercado angolano foi sempre visto como estratégico para as marcas de cervejas portuguesas, mas, sofreu um retrocesso com o anúncio da crise que afectou o país devido a quebra internacional dos preços do petróleo.
Em 2014, em Angola via-se aproximadamente um quinto das exportações globais portuguesas da marca Sagres, mas, em 2015 por consequência da crise, passou a valer apenas 13 por cento.
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Luanda - O Banco Nacional de Angola (BNA) realizou, de 06 a 10 de Fevereiro, vendas de divisas ao mercado interno no valor de Euros (EUR) 142,6 milhões (equivalente a USD 159,3 milhões), contra EUR 326, 1 milhões (equivalente a USD 364,7 milhões) do período homólogo.


EDIFÍCIO DO BNA - LUANDA
FOTO: ANGOP




A informação foi divulgada hoje, segunda-feira, pelo Banco Central, por via do site da instituição e faz referência aos mercados Cambial e Monetário.
Eis o teor do documento:
1.            Mercado Cambial 
No período em análise, o BNA realizou vendas de divisas ao mercado no montante de EUR 142,6 milhões (equivalente a USD 159,3 milhões) para as seguintes operações:
1.            EUR 26,9 milhões para cobertura de operações de Bens alimentares;
2.            EUR 26,8 milhões para cobertura de operações de Sector da Indústria;
3.            EUR 17,9 milhões para cobertura de operações viagens, Ajuda Familiar, Saúde e Educação;
4.            EUR 17,9 milhões para cobertura de operações de Cartões de Crédito; 
5.            EUR 14,3 milhões para cobertura das Necessidades do Sector petrolífero;
6.            EUR 10,9 milhões para cobertura de operações de empresas diversas;
7.            EUR 8,8 milhões para cobertura das Necessidades dos Ministérios e Organismos do Estado;
8.            EUR 7,2 milhões para cobertura de operações de Casas de Câmbio; 
9.            EUR 6,3 milhões para cobertura de operações de Cartas de Crédito; 
10.          EUR 5,4 milhões para cobertura de operações das Operadoras de Remessas;
11.          EUR 115,7 mil para cobertura de operações do Sector de Telecomunicações;
12.          EUR 65,9 mil para cobertura de operações do Sector da Saúde;
13.          EUR 68,4 mil para cobertura de operações do Sector da Educação.
A taxa de câmbio média de referência de venda do Dólar Americano do mercado cambial primário, apurada ao final da semana foi de USD=Kz 166,732.
A taxa de câmbio média de referência de venda do EURO do mercado cambial primário, apurada ao final da semana foi de EUR=Kz 186,286. 
2.            Operações Fiscais
No período em análise não foram realizadas operações relacionadas com emissão de dívida pública, no mercado primário e no segmento de venda directa de títulos públicos, uma vez não estarem ainda designadas pelo MinFin as condições legais para o efeito, tendo como pressuposto a execução do OGE/ 2017. 
3)            Operações Monetárias
Para efeitos de regulação monetária o BNA realizou operações de mercado aberto (OMA) no montante de Kz 75,1 mil milhões, nas maturidades de 7, 14, 28 e 63 dias, à taxas médias de juro de 7,50%, 9,00%, 11,00% e 13,00% ao ano, respectivamente. 
4)            Mercado Monetário Interbancário
No mercado interbancário os bancos comerciais realizaram entre si operações de cedência de liquidez sem garantia de títulos, no montante acumulado de Kz 33,6 mil milhões, em maturidades de overnight a 5 dias, a taxas médias de juro entre 19,17%aa e 23,70%aa. 
5)            LUIBOR
A LUIBOR overnight (1 dia), apurada no último dia da semana, com base nas cedências de liquidez acima referidas, situou-se em 23,67%aa, sem variação face à semana anterior.
A LUIBOR para as maturidades de 30, 90, 180, 270 e 360 dias situou-se em 19,25%aa., 20,85%aa., 21,08%aa., 22,13%aa e 22,70% com variação entre 0,08pp a 0,58pp em todas as maturidades, face a semana anterior. 
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A Sociedade de Distribuição de Bebidas de Angola (SODIBA), comunicou no passado dia (13) de dezembro, em conferência de imprensa, o lançamento da nova marca de bebida angolana denominada “Luandina”.
Com um investimento de 150 milhões de dólares norte-americano, a cerveja 100 por cento angolana, denominada “Luandina”, está prevista a entrar no mercado até o final do semestre. A unidade fabril instalada com tecnologias alemã, está situada no município de Ícole Bengo, com uma capacidade de produção de 144 milhões de litros por ano, e duas linhas de enchimento.

Com a criação de mais uma zona de produção de bebida em Luanda, 200 pessoas   foram empregadas, dos quais 90% são angolanos, e tiveram uma formação para capacitação de 85 mil horas e 27 dias. Este ano, a SODIBA prevê chegar aos 300 funcionários, e alcançar a produção  dos 2 milhões de litros.
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A venda de divisas pelo Banco Nacional de Angola (BNA) à banca comercial praticamente duplicou na última semana, para 633,4 milhões de euros, um dos valores semanais, de vendas, mais altos desde o início da crise no país.
A informação consta do relatório semanal do BNA, divulgado hoje, sobre a evolução dos mercados monetário e cambial entre 23 e 27 de janeiro, e contrasta com os 325,8 milhões de euros da semana anterior.

Segundo o documento, consultado pela Lusa, as divisas disponibilizadas – mantêm-se em euros desde março de 2016 -, em vendas diretas equivalentes a 707,7 milhões de dólares, cobriram, entre outras, as necessidades da indústria (155,4 milhões de euros) ou das companhias aéreas (44,7 milhões de euros).
Devido à crise cambial que Angola atravessa, várias companhias aéreas, como a portuguesa TAP, queixam-se de dificuldades em repatriar dividendos das operações no país, por falta de divisas, e já só aceitam pagamentos em moeda nacional (kwanza) para viagens com início em Luanda.
Foram igualmente disponibilizadas na última semana divisas para a cobertura de salários para expatriados (34 milhões de euros), para o setor das Telecomunicações (43,6 milhões de euros) e para o setor da Saúde (35,8 milhões de euros).
Para operações do setor Petrolífero foram vendidos, em leilões de preço, 67,1 milhões de euros, acrescidos de 58,2 milhões de euros em vendas diretas ao mesmo setor.
Entre outros destinos, as divisas injetadas pelo BNA na última semana serviram ainda para garantir a importação de alimentos (7,7 milhões de euros) e para assegurar a atividade das casas de câmbio (6,3 milhões de euros) e das empresas operadoras de remessas (4,5 milhões de euros).
A taxa de câmbio média de referência de venda do mercado cambial primário, apurada ao final da última semana, permaneceu praticamente inalterada, nos 166,732 kwanzas por cada dólar e nos 186,286 kwanzas por cada euro.
Contudo, no mercado de rua, a única alternativa, embora ilegal, face à falta de divisas aos balcões dos bancos, cada dólar norte-americano custa à volta de 470 kwanzas, uma forte quebra face a semanas anteriores, que coincide com este aumento de moeda estrangeira vendida pelo BNA.
Angola enfrenta desde finais de 2014 uma crise financeira e económica com a forte quebra das receitas com a exportação de petróleo devido à redução da cotação internacional do barril de crude, tendo em curso várias medidas de austeridade.
A conjuntura nacional levou a uma forte quebra na entrada de divisas no país e a limitações no acesso a moeda estrangeira aos balcões dos bancos, dificultando nomeadamente as importações.
Além disso, devido à suspensão de acordos com bancos estrangeiros para correspondentes bancários, a banca angolana apenas consegue comprar divisas ao BNA.
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Os clientes dos bancos angolanos realizaram 113 milhões de levantamentos em caixas automáticas em 2016, um novo máximo anual, chegando a quase 22 milhões de euros diários, segundo dados da empresa que gere a rede interbancária multicaixa.
De acordo com informação da Empresa Interbancária de Serviços (EMIS) analisada pela Lusa, o número de levantamentos ultrapassou assim o pico anterior, de 100,7 milhões, em 2015.

Os 113.073.770 levantamentos contabilizados na rede multicaixa angolana em todo o ano de 2016 traduziram-se em 1,406 biliões de kwanzas, praticamente oito mil milhões de euros ou o equivalente a 21,7 milhões de euros por dia.

Em 2015, os levantamentos totais ascenderam a 1,114 biliões de kwanzas (6,3 mil milhões de euros, à taxa de câmbio atual).

A estes novos valores não é alheio a forte desvalorização do kwanza face ao dólar (23,4% em 2015 e 18,4% no primeiro semestre deste ano), bem como a crescente inflação, que entre janeiro e dezembro de 2016 chegou aos 42%.

Com este cenário, a EMIS alargou em 2016 o montante máximo de levantamento nos multicaixas de 40.000 kwanzas para 50.000 kwanzas (227 para 283 euros) por dia.

A rede angolana era constituída no final de 2016 por 2.911 terminais distribuídos por todo o país, um aumento de 135 multicaixas em apenas um ano.

O total de operações financeiras processadas pelos multicaixas (como levantamentos, transferências e pagamentos) aumentou em 2016 para 2,168 biliões de kwanzas (12,3 mil milhões de euros).

O total de cartões multicaixa ativos voltou também a bater novo máximo, chegando às 2.294.415.

Além das caixas automáticas, esta rede é constituída por Terminais de Pagamento Automático (TPA), que se elevaram a 67.496, equipamentos utilizados no comércio, restauração e outros estabelecimentos comerciais, mas também por vendedores de rua, no mercado informal.

Em 2016, estes TPA geridos pela EMIS realizaram 70.764.326 operações, movimentando 995.163 milhões de kwanzas (5,6 mil milhões de euros), sobretudo em compras.

Em 2009, a rede multicaixa angolana contava com 995 caixas automáticas e pouco mais de meio milhão de cartões ativos, enquanto o número de terminais (TPA) matriculados ascendia a 7.587, segundo a EMIS.

Angola vive uma crise financeira, económica e cambial, decorrente da forte quebra da cotação internacional do barril de crude, que motivou uma descida para menos de metade nas receitas fiscais com a exportação de petróleo em 2015, e por consequência na entrada de divisas no país, condicionando toda a atividade económica.
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Apesar da situação económica que o país vive nos últimos dois anos, os níveis de produção da fábrica de cerveja “Eka” mantém-se em cinco milhões de litros por mês, garantiu ontem o  director-geral.
Anexa ao Grupo Castel Angola, a direcção da fábrica apostou na melhoria da prestação dos seus serviços, estando a engarrafar a bebida em recipientes (garrafas) retornáveis, mini não retornáveis e em lata “sleek”. A Eka, uma cerveja tradicional com raízes no Dondo, na  província  do Cuanza  Norte, afasta a possibilidade de se internacionalizar,  disse Marc Meyer, em entrevista à Angop.


“Atendendo à contratação do mercado,  a Eka reduziu a sua produção em 2015, mas tivemos uma recuperação satisfatória, fruto das medidas tomadas pelo Grupo Castel”, referiu o  responsável sem, no entanto, ter avançado as  medidas que foram adoptadas para o aumento dos níveis da produção.

Até aos finais do ano passado, de  acordo com o director da companhia, os  investimentos da Eka foram de cerca de 50 milhões de kwanzas,  feitos para continuar a dar respostas às actuais exigências do mercado.

No quadro deste investimento, a cervejeira lançou a nova lata sleek, que refrigera a  bebida com maior  rapidez, segundo a fonte. “Durante os 45 anos, a Eka passou por várias fases e foram feitos investimentos para atender às necessidades do mercado. E continuamos a investir”, garantiu.

Sem precisar o volume  de negócios  da Eka,  o responsável disse que a empresa  representa cerca  de  cinco por cento  da facturação do Grupo  Castel.  Quanto à  concorrência  do mercado  angolano,  o director-geral disse  ser “muito gratificante” receber dos consumidores o reforço da preferência da  bebida pelo sabor.

“A concorrência é saudável em qualquer mercado, e este não será diferente  cá em  Angola”, aludiu.
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O Banco Nacional de Angola (BNA) prevê receber apoio das autoridades norte-americanas, ainda este ano, para melhorar a supervisão bancária e prevenir o branqueamento de capitais, afirmou o governador Valter Filipe em cerimónia ocorrida terça-feira, em Luanda.
O governador, ao discursar no acto que assinalou o quadragésimo aniversário da entrada em circulação do kwanza, que em 1977 substituiu o escudo português, disse que o apoio mencionado é fundamental para que os bancos angolanos possam “resgatar a sua reputação junto dos bancos correspondentes” e, com isso, voltar a ter acesso a divisas.Valter Filipe disse ainda ter estado em Outubro de 2016 nos Estados Unidos e “dos contactos que mantivemos e que temos continuado a manter deduzo que este anos vamos ter apoio do Tesouro americano”. Falando especificamente do kwanza, o governador do banco central disse tratar-se de uma ferramenta fundamental para apoiar a economia do país, que se encontra num processo de diversificação.

O governador sublinhou que ao Banco Nacional de Angola, enquanto banco emissor e responsável pela preservação do valor da moeda nacional, cabe a responsabilidade da garantia da estabilidade do valor da moeda, que tem como funções intrínsecas ser um meio de troca, de pagamento e de reserva de valor. Na semana passada, o Conselho Nacional de Estabilidade Financeira (CNEF) apreciou com satisfação as medidas do BNA que visam o restabelecimento de relações com os banco correspondentes, a reposição da imagem do sistema financeiro e a sustentabilidade do mercado de seguros e resseguros.
O CNEF reiterou a necessidade da adequação do sistema bancário nacional aos procedimentos internacionais. O Banco Nacional de Angola (BNA) está, desde meados do ano passado, a implementar um pacote de medidas, denominado ‘Projecto de Adequação do Sistema Financeiro Angolano às Normas Prudenciais e Boas Práticas Internacionais’, que reforça a sua posição de autoridade de supervisão. O projecto procura impedir que o sistema financeiro nacional esteja à margem do sistema global, o que dificultaria a sua acção, fragilizando um dos pilares em que assenta, cada vez mais, o conjunto da economia.
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O Fundo Soberano de Angola (FSDEA) confirmou o investimento de 180 milhões de dólares para a construção de estratégico porto de águas profundas em Cabinda.
O anúncio levantou de novo criticas às actividades do FSDEA, particularmente no que diz respeito à alegada falta de transparência.
O presidente do Conselho de Administração do Fundo Soberano, José Filomeno dos Santos, disse que com este investimento prevê-se criar mais de 20 mil empregos e agregar mais valores conducentes ao desenvolvimento nacional.
Precioso Domingos, economista e membro do Centro de Investigação Cientifica da Universidade Católica de Angola, manifestou dúvidas que investimentos internos possam resultar no crescimento do Fundo que ele sublinhou ser o objectivo do FSDEA.
“Com o investimento em Angola a possibilidade é de decrescer, decrescer decrescer”, disse o economista, que fez notar que o valor inicial do Fundo decaiu em várias centenas de milhões de dólares, alegadamente devido a custos
Por seu turno, o economista Faustino Mumbika afirmou que tudo o que o Fundo faz tem pouca relevância devido à falta de transparência.
“O Fundo precisa acima de tudo submeter-se à Assembleia Nacional, para conferir alguma honestidade”, sublinhou.
Uma nota do FSDEA informou que o estado da carteira de investimento daquela instituição resume-se em activos avaliados em cerca de 4,755 mil milhões de dólares.

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O Supremo Tribunal britânico comunicou esta terça-feira que o parlamento do Reino Unido terá de aprovar o processo de saída da União Europeia

O Governo de Theresa May perdeu a batalha contra a justiça no caso do Brexit. O Supremo Tribunal do Reino Unido decidiu que a ativação do artigo 50 do Tratado de Lisboa, que marca o arranque da saída do país da União Europeia, terá mesmo de passar pelo crivo do parlamento. A sentença teve oito votos a favor e três contra. A primeira-ministra britânica não poderá encetar as negociações com Bruxelas, nem definir os termos da separação, sem a luz verde dos deputados. 

“Hoje, por uma maioria de oito votos contra três, o Supremo Tribunal ordena que o Governo não pode acionar o artigo 50 sem uma decisão parlamentar que o autorize”, declarou Lord Neuberger, presidente da instituição. 

O Governo britânico sempre defendeu ter competência exclusiva no que diz respeito ao Brexit, mas acabou a ser contestado por um conjunto de cidadãos, que recorreu aos tribunais alegando que o Executivo estaria a agir de forma antidemocrática e anticonstitucional.

 O procurador-geral do Reino Unido, Jeremy Wright, mostrou-se “desiludido” com a decisão, mas garantiu que o Governo vai cumprir a ordem do tribunal. Downing Street já reagiu, em comunicado, à decisão do Tribunal. O Governo britânico garante que a deliberação “não muda nada”.  

“O povo britânico votou pela saída da UE e o governo vai cumprir esse veredicto, ativando o Artigo 50, como planeado, no final de março”, lê-se na declaração. 

Apesar do revés, o processo deverá estar concluído até 31 de março, data limite definida por May para dar início ao processo.

 O mesmo tribunal decidiu que os parlamentos da Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte não serão chamados a votar, ao contrário do que era requerido pelos três países.

 A lei final, que ditará a ativação do artigo 50, será votada cinco vezes nas duas câmaras do parlamento, que ao longo do processo poderão apresentar propostas de alteração. O derradeiro documento terá de ser aprovado de forma unânime pelo parlamento.

 A decisão tinha sido tomada em novembro pelo Tribunal Superior de Londres, mas o Executivo recorreu ao Supremo para reverter a ordem, sem sucesso. 

Libra em queda

 Após o Supremo Tribunal comunicar a decisão, a moeda britânica caiu 0,5% face ao dólar, para os 1,2473 dólares. 

Na semana passada a libra valorizou mais de 2%, após as declarações de Theresa May sobre uma “saída dura” do Reino Unido da União Europeia, que incluirá a separação do mercado único europeu.

 A primeira-ministra prometeu, porém, que o país iria tentar alcançar acordos estratégicos com os parceiros europeus de forma a minimizar o impacto do Brexit na economia. 
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Um dos principais desafios em 2017 para o País, se não o maior, será a recuperação da economia ante o cenário dos últimos dois anos influenciados pela conjuntura internacional. Para o efeito, todas as contribuições contam desde que garantam proficuidade acentuada com custos suportáveis. 

O mercado de capitais assume-se como um instrumento para a promoção do crescimento económico, pois países que possuem mercados de capitais mais desenvolvidos tendem a verificar crescimento do PIB mais rapidamente. 

Para o economista Emílio Londa, o mercado de capitais representa um canal da captação de poupança e divisas. 

Acresce ainda que o mercado de capitais simboliza maturidade, regulação e estabilidade do sistema financeiro, na óptica de investidores externos. Bem como facilita o “exit” dos investimentos, pelo que é um segmento de menor risco, onde os retornos mais atractivos levam ao aumento da taxa de poupança da economia. 

Em relação aos custos desta alternativa, a redução do custo da intermediação financeira leva à redução do custo de capital. Os prazos do “financiamento” são muito mais longos no caso do mercado de capitais, graças a um monitoramento mais próximo dos credores.

“A redução do custo do capital contribui para criação de novos empregos e dinamização da actividade económica.” 

Círculo virtuoso do mercado de capitais 

Através dos veículos financeiros disponíveis nos mercados de capitais, as famílias transportam as suas poupanças para o futuro, remunerando–as, e o Estado e as empresas financiam-se com os custos e os prazos mais adequados aos seus projectos, assim gerando mais riqueza, mais postos de trabalho qualificados, melhor educação, melhor saúde.

“E, como corolário, as pessoas tendem a viver com mais qualidade de vida e durante mais tempo”, aponta o ministro das Finanças, Archer Mangueira, no seu discurso por ocasião da sessão inaugural do mercado de bolsa no final de 2016.

O mercado de bolsa é o primeiro segmento do mercado de capitais em operação no País, estando em curso a preparação e implementação de outros. Entretanto importa destacar que o mercado de Bolsa de Títulos do Tesouro tem inúmeras vantagens para o Estado.

Para Archer Mangueira, o mercado secundário de títulos públicos irá converter-se num dos principais instrumentos de política monetária à disposição do BNA. “Ao actuar nesse mercado, na compra e venda de títulos, o banco central poderá calibrar a liquidez do sistema financeiro e controlar a volatilidade da taxa de juro diária.”

Por outro lado, o BNA poderá passar a conduzir operações de mercado aberto neste mercado de bolsa de títulos públicos, extraindo informações sobre as expectativas dos participantes, sobre o curso futuro da economia e especialmente inferir as tendências futuras das taxas de inflação.

Além disso, um mercado de bolsa de dívida pública com profundidade e com liquidez a funcionar nessas condições também é importante para os bancos centrais, do ponto de vista da política macro prudencial.

Isso ocorre porque, quando o mercado é suficientemente profundo e tem liquidez, as instituições financeiras privadas conseguem levantar os fundos necessários através do mercado, e, portanto, o banco central só é chamado a exercer o seu papel de financiador de última instância quando é verdadeiramente necessário.

Por fim, de entre as possíveis formas de financiamento do Estado, como a via fiscal e a criação de moeda, a emissão de títulos públicos afigura-se como a via mais eficaz de financiamento, dada a sua capacidade de atrair recursos sem gerar riscos inflacionários e sem incrementar impostos – e com isso penalizar os rendimentos das famílias e os lucros das empresas. 

Embora não seja fácil identificar o que determina a liquidez do mercado, é seguro dizer que o grau de liquidez é em grande medida condicionado pela estrutura de mercado. O Estado, como único emissor, desempenha um papel preponderante para que a estrutura do mercado seja a que melhor responde à necessidade de liquidez.

“Neste sentido, estamos a trabalhar para que a emissão de dívida seja a menos fragmentada possível, dando azo a que grandes investidores encontrem neste mercado os títulos – em volume, taxas de cupão e maturidades – adequados à sua capacidade de mobilização de fundos.” Acresce em perspectiva: “A seu tempo, agiremos também no domínio da Conta Capital, de modo a atrair para este mercado o capital estrangeiro que acreditamos vir a estar disponível.”

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Casa de Bel-Air foi colocada esta quarta-feira no mercado norte-americano. Só a coleção de carros, que é um extra, vale 28 milhões de euros.

Em matérias de excentricidades ao nível imobiliário os Estados Unidos têm mantido um lugar de destaque. A prová-lo está esta mansão, que foi colocada no mercado esta quarta-feira, conforme escreve o Los Angeles Times.
A propriedade fica situada em Bel-Air, o nobre bairro de Los Angeles, e está à venda por 250 milhões de dólares (235 milhões de euros). O espaço pertencia anteriormente a uma antiga estrela da NFL, Michael Strahan.
É um pequeno palácio com quatro andares, tem mais de 3.500 metros quadrados em interiores, 12 quartos, 21 casas de banho, três cozinhas, uma ‘infinity pool’ (piscina integrada com a paisagem) com bar, uma pista de bowling, uma sala de jogos com guloseimas e um cinema.
Como se esta descrição não fosse apelativa o suficiente para o comprador bilionário, a propriedade ainda vem acompanha de uma coleção de carros no valor de 30 milhões de dólares (28 milhões de euros), 130 peças de arte,acabamentos de luxo personalizados e um helicóptero.
A mansão foi construída por Bruce Makowsky (BAM Luxury Development) sem ter um comprador em vista. O empresário é já especializado na construção de mega mansões para bilionários (nove nos últimos seis anos) na mesma área de Los Angeles.