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Revista 11 | Portal de Moda & Eventos
O vice-ministro britânico para a Commonwealth, África e Médio Oriente, Tobias Ellwood, manifestou ontem, em Luanda, disponibilidade do seu país ajudar Angola a diversificar a economia em áreas como a agricultura, infraestruturas, transportes e educação.
O governante britânico realizou nesta segunda-feira (13), uma visita de algumas horas a Angola para promover oportunidades para o aumento da cooperação económica e comercial com o Governo angolano.

De acordo com Tobias Elwwod, “há grandes oportunidades” de cooperação nas áreas referidas, bem como no setor financeiro, razão por que defende uma maior abertura nessa área.
“Angola neste momento está a olhar para a diversificação, o Reino Unido está preparado para dar apoio a uma série de aspetos em áreas como sejam a agricultura, infraestruturas, educação, transportes e finanças”, disse Tobias Ellwood, no final da audiência com o secretário de Estado do Ministério das Relações Exteriores, Manuel Augusto.
Por sua vez, o governante angolano disse que Angola pode aproveitar o manancial de capacidades da Grã-Bretanha, apontando também os setores do turismo e de conservação da natureza como interesses.
“É uma visita que abre grandes perspetivas e vamos, depois dessa visita, ao nível do nosso Governo analisar em que áreas nós devemos avançar. Não devemos ter a pretensão de fazer tudo ou em todas as áreas, mas escolher aquelas onde a Grã-Bretanha pode ser de facto um parceiro seguro, um parceiro que tem capacidade financeira, que tem capacidade técnica”, frisou.
Num comunicado de imprensa, o Ministério das Relações Exteriores angolano refere que a visita do governante britânico, visa ainda analisar as repercussões do ‘Brexit’ nas relações bilaterais, bem como avaliar os últimos desenvolvimentos regionais e internacionais de interesse comum, entre outros aspetos.
O programa de visita inscreve ainda audiências com os ministros da Defesa, João Lourenço, da Administração do Território, Bornito de Sousa, das Finanças, Archer Mangueira, e com o ministro chefe da Casa Civil da Presidência da República, Manuel da Cruz.
Os Governos de Angola e da Grã-Bretanha assinaram em 1986 um Acordo de Cooperação, que foi impulsionado, em 2016, aquando da visita do antecessor de Tobias Elwood no cargo, James Duddrige, com a assinatura de um Memorando de Entendimento sobre Concertação Política e Económica entre os dois países.
Lusa

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A marca de bebida alcoólica, Sagres, começou a ser produzida este ano em Angola, num acordo feito entre a empresa portuguesa e a Sociedade de Distruibuição de Bebidas de Angola (Sodiba). A noticia foi avançada pelas marcas neste sábado (11), em conferência de imprensa.  
A produção da Sagres em Angola localizado no Polo Industrial do Bom Jesus, a 60 quilómetros de Luanda, este complexo industrial conta uma área industrial com uma extensão de 40 hectares e com capacidade instalada de produção anual de 144 milhões de litros, prevê uma produção de 200 milhões de litros de bebidas por ano, tendo a produção arrancado em janeiro passado.

Envolve duas linhas de enchimento, uma com capacidade para 50 mil garrafas/hora e outra linha para o enchimento de latas com a mesma capacidade.
A marca foi lançada sob o mote “Sagres, o Mundo é Teu!”, e conta como embaixadores da cerveja personalidades angolanas, a modelo Sharam Diniz, o basquetebolista Carlos Morais e o músico C4Pedro.
O mercado angolano foi sempre visto como estratégico para as marcas de cervejas portuguesas, mas, sofreu um retrocesso com o anúncio da crise que afectou o país devido a quebra internacional dos preços do petróleo.
Em 2014, em Angola via-se aproximadamente um quinto das exportações globais portuguesas da marca Sagres, mas, em 2015 por consequência da crise, passou a valer apenas 13 por cento.
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A Sociedade de Distribuição de Bebidas de Angola (SODIBA), comunicou no passado dia (13) de dezembro, em conferência de imprensa, o lançamento da nova marca de bebida angolana denominada “Luandina”.
Com um investimento de 150 milhões de dólares norte-americano, a cerveja 100 por cento angolana, denominada “Luandina”, está prevista a entrar no mercado até o final do semestre. A unidade fabril instalada com tecnologias alemã, está situada no município de Ícole Bengo, com uma capacidade de produção de 144 milhões de litros por ano, e duas linhas de enchimento.

Com a criação de mais uma zona de produção de bebida em Luanda, 200 pessoas   foram empregadas, dos quais 90% são angolanos, e tiveram uma formação para capacitação de 85 mil horas e 27 dias. Este ano, a SODIBA prevê chegar aos 300 funcionários, e alcançar a produção  dos 2 milhões de litros.
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A venda de divisas pelo Banco Nacional de Angola (BNA) à banca comercial praticamente duplicou na última semana, para 633,4 milhões de euros, um dos valores semanais, de vendas, mais altos desde o início da crise no país.
A informação consta do relatório semanal do BNA, divulgado hoje, sobre a evolução dos mercados monetário e cambial entre 23 e 27 de janeiro, e contrasta com os 325,8 milhões de euros da semana anterior.

Segundo o documento, consultado pela Lusa, as divisas disponibilizadas – mantêm-se em euros desde março de 2016 -, em vendas diretas equivalentes a 707,7 milhões de dólares, cobriram, entre outras, as necessidades da indústria (155,4 milhões de euros) ou das companhias aéreas (44,7 milhões de euros).
Devido à crise cambial que Angola atravessa, várias companhias aéreas, como a portuguesa TAP, queixam-se de dificuldades em repatriar dividendos das operações no país, por falta de divisas, e já só aceitam pagamentos em moeda nacional (kwanza) para viagens com início em Luanda.
Foram igualmente disponibilizadas na última semana divisas para a cobertura de salários para expatriados (34 milhões de euros), para o setor das Telecomunicações (43,6 milhões de euros) e para o setor da Saúde (35,8 milhões de euros).
Para operações do setor Petrolífero foram vendidos, em leilões de preço, 67,1 milhões de euros, acrescidos de 58,2 milhões de euros em vendas diretas ao mesmo setor.
Entre outros destinos, as divisas injetadas pelo BNA na última semana serviram ainda para garantir a importação de alimentos (7,7 milhões de euros) e para assegurar a atividade das casas de câmbio (6,3 milhões de euros) e das empresas operadoras de remessas (4,5 milhões de euros).
A taxa de câmbio média de referência de venda do mercado cambial primário, apurada ao final da última semana, permaneceu praticamente inalterada, nos 166,732 kwanzas por cada dólar e nos 186,286 kwanzas por cada euro.
Contudo, no mercado de rua, a única alternativa, embora ilegal, face à falta de divisas aos balcões dos bancos, cada dólar norte-americano custa à volta de 470 kwanzas, uma forte quebra face a semanas anteriores, que coincide com este aumento de moeda estrangeira vendida pelo BNA.
Angola enfrenta desde finais de 2014 uma crise financeira e económica com a forte quebra das receitas com a exportação de petróleo devido à redução da cotação internacional do barril de crude, tendo em curso várias medidas de austeridade.
A conjuntura nacional levou a uma forte quebra na entrada de divisas no país e a limitações no acesso a moeda estrangeira aos balcões dos bancos, dificultando nomeadamente as importações.
Além disso, devido à suspensão de acordos com bancos estrangeiros para correspondentes bancários, a banca angolana apenas consegue comprar divisas ao BNA.
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O Banco Nacional de Angola (BNA) prevê receber apoio das autoridades norte-americanas, ainda este ano, para melhorar a supervisão bancária e prevenir o branqueamento de capitais, afirmou o governador Valter Filipe em cerimónia ocorrida terça-feira, em Luanda.
O governador, ao discursar no acto que assinalou o quadragésimo aniversário da entrada em circulação do kwanza, que em 1977 substituiu o escudo português, disse que o apoio mencionado é fundamental para que os bancos angolanos possam “resgatar a sua reputação junto dos bancos correspondentes” e, com isso, voltar a ter acesso a divisas.Valter Filipe disse ainda ter estado em Outubro de 2016 nos Estados Unidos e “dos contactos que mantivemos e que temos continuado a manter deduzo que este anos vamos ter apoio do Tesouro americano”. Falando especificamente do kwanza, o governador do banco central disse tratar-se de uma ferramenta fundamental para apoiar a economia do país, que se encontra num processo de diversificação.

O governador sublinhou que ao Banco Nacional de Angola, enquanto banco emissor e responsável pela preservação do valor da moeda nacional, cabe a responsabilidade da garantia da estabilidade do valor da moeda, que tem como funções intrínsecas ser um meio de troca, de pagamento e de reserva de valor. Na semana passada, o Conselho Nacional de Estabilidade Financeira (CNEF) apreciou com satisfação as medidas do BNA que visam o restabelecimento de relações com os banco correspondentes, a reposição da imagem do sistema financeiro e a sustentabilidade do mercado de seguros e resseguros.
O CNEF reiterou a necessidade da adequação do sistema bancário nacional aos procedimentos internacionais. O Banco Nacional de Angola (BNA) está, desde meados do ano passado, a implementar um pacote de medidas, denominado ‘Projecto de Adequação do Sistema Financeiro Angolano às Normas Prudenciais e Boas Práticas Internacionais’, que reforça a sua posição de autoridade de supervisão. O projecto procura impedir que o sistema financeiro nacional esteja à margem do sistema global, o que dificultaria a sua acção, fragilizando um dos pilares em que assenta, cada vez mais, o conjunto da economia.
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O bloco 17, operado pela Total no ‘offshore’ angolano, foi o mais lucrativo do país em 2016, tendo garantido vendas superiores a 8,7 mil milhões de euros, segundo dados do Ministério das Finanças compilados hoje pela Lusa.
Em causa está a atividade de um bloco na bacia do Congo, operado pela francesa Total e que inclui vários campos e poços em águas profundas, sendo atualmente o mais rentável de Angola, país que é o maior produtor de petróleo de África, com 1,7 milhões de barris por dia, a par da Nigéria.
Em todo o ano de 2016, de acordo com os mesmos dados, o bloco 17 exportou 231.875.003 barris de petróleo, mais de um terço da produção total de Angola (631 milhões de barris), a um preço médio de 39,92 dólares, entre 15 concessões ‘onshore’ e ‘offshore’.
Apesar da elevada quantidade, o valor pago por barril fica abaixo da média nacional, que em 2016 se cifrou nos 40,43 dólares.
Ainda assim, apenas este bloco garantiu vendas totais de petróleo superiores a 9.250 milhões de dólares (8,7 mil milhões de euros), gerando 511.035 milhões de kwanzas (quase 2,9 mil milhões de euros) em receitas fiscais para o Estado angolano.
Além da Total (40%), o grupo empreiteiro que explora este bloco integra a Statoil (23,33%), ESSO (20%) e BP (16,67%).
Com uma área total de exploração de 4.928 quilómetros quadrados, a atividade de exploração no bloco 17 arrancou, segundo a Sonangol, concessionária estatal para o setor petrolífero, em janeiro de 1993 e decorreu até dezembro de 2003, iniciando-se mais tarde a produção.
A francesa Total, que opera este bloco, é responsável por 40% (mais de 700 mil barris por dia) da produção de petróleo de Angola e anunciou em julho de 2015 um investimento de 10 mil milhões de dólares (9,4 mil milhões de euros) na atividade no país até 2018.