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Revista 11 | Portal de Moda & Eventos
Instalou-se há cerca de três meses um mau estar no Comitê Provincial do MPLA, em Cabinda, agravado agora com a inclusão de figuras de prestigio local,  como Padre Raul Tati, e o jurista Felix Sumbo, nas listas de candidatos pelas listas da UNITA. Em Luanda, dirigentes do MPLA, já admitem que o partido esteja a observar dificuldades naquela província do enclave embora sem haver ainda plano de resgate. 

Militantes escrevem ao Presidente da República 

 
Em  duas  ocasiões,  duas distintas  correntes de militantes enviaram cartas (que o Club-K teve acesso) destinadas ao Comitê Central e ao Presidente da República e líder do partido, solicitado a intervenção deste para o resgate da província. Nas cartas os militantes são unanimes em atribuir responsabilidades a governadora e primeira secretaria loca, Aldina Matilde da Lomba.
 
 
“Com o alto sentido de consideração, fazemos menção de uma petição enderença a Sua Excelência em 2012,  na qual salientamos situações de muita turbulência e descontentamento na província na província e que de lá para aqui nada alterou na sua essência. Neste momento em que o pais inteiro volta a viver a ânsia do acto que se realiza no mês de Agosto, a nossa província, dado ao clima que se instalou no seio da sua população devido a prepotência e distanciamento governativos, com maior incidência no mandato actual (Aldina Barros da Lomba Catembo), criou-se em certo desinteresse  no seio da população, facto que tem estado a desmotivar  tantos militantes do partido, assim como muitos daqueles que pensam que o futuro de Angola pertence a juventude e esta tem muito que  agradecer a Sua excelência, por tudo que fez e tem estado a fazer por ela e não só, para a sua emancipação e sua formação”, lê-se na carta enviada ao PR, e data de 20 de Março do corrente ano.
 
 
A referida carta   subscrita por cerca de 200 elementos, os seus autores, num tom  de desespero, sugerem ao PR, a mediação do Secretario Itinerante,  Bento dos Santos para se deslocar “in loco”, e confrontar-se com a realidade  interna do partido na província. 
 
 
 “Nós a juventude da província, associando todos aqueles que em nossa volta convivem, viemos solicitar que no quadro das personalidades que eventualmente possam merecer a intenção de escolha de sua Excelência, seja também ortografado o nome do actual membro do Comitê Central do partido, general na reserva e empresário da juventude , o Sr Bento dos Santos “Kangamba”, sublinha os subscritores.
 
 
Numa outra carta, datada de 8 de Maio,   enviada ao Comitê Central do MPLA, e com o assunto “resgate da imagem do nosso glorioso partido na província de Cabinda”, os militantes admitem que o partido esteja a enfrentar dificuldades de mobilização e sugerem a criação de um grupo coeso de trabalho com as organizações da linha da AMANGOLA e Movimento Espontâneo e Igrejas.
 
 
Segundo a carta “o objetivo desta, é de reverter a situação actual junto da massa militante e eleitoral face aos desafios que se avizinham tendo em conta o horizonte temporal para o pleito eleitoral”.
 
 
Os subscritores vão ao ponto  sugerir  a mudança de cabeça de lista para um outro militante local,  André Antônio Mingas descrito como gozando de uma vasta aceitação diante das massas, a fim de contrapor as duas figuras emblemáticas indicadas pelas listas da UNITA.
 
 
“Tornou-se conhecimento que o partido UNITA escolheu como seu cabeça de lista o Sr Padre Tati que será   alimentado   em termos de militantes pelo seu colega Padre Congo”, alertam os militantes admitindo que “esses dois senhores são em certa medida detentores da massa feminina na província”.
 
 
Em reação a esta onda  de contestação e desespero dos militantes do MPLA, a Primeira Secretaria Provincial, Aldina Matilde Barros da Lomba Katembo, convocou uma reunião que  se realizou no dia 17 de Maio passado, em que surgiram acusações de conspiração interna. O militante   André Antônio Mingas foi alvo dos ataques da governante. 
 
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Há políticos, militares e empresários angolanos (ligados a sua majestade o rei José Eduardo dos Santos) que – entre outros sumptuosos excessos – gastam milhares de dólares para assistir a jogos de futebol em Portugal. Mas Angola não vive um dramático clima de crise? A crise, como todas, só atinge os escravos…

Apesar da crise económica e financeira que afecta os angolanos, algumas figuras da elite angolana costumam alugar jactos ou viajar em aparelhos privados para assistir a grandes jogos de futebol em camarotes de estádios em Portugal.
A informação é confirmada por várias fontes ouvidas pela DW África que, por uma questão se vida, preferem manter o anonimato. Se o não fizessem chocariam com muitas das balas perdidas que vagueiam nos céus de Angola e que, por uma questão “genética”, só conseguem acertar nos inimigos do regime.
Parte dos jactos aterra no Aeroporto da Portela, na capital portuguesa, Lisboa, e aplacam no antigo Terminal Aéreo Militar de Figo Maduro. Outros vão para o Aeródromo de Tires, em Cascais. Além de Portugal, o Brasil é outro dos destinos das altas individualidades da elite angolana que viajam em jactos privados para fins diversos, revelou uma fonte militar abordada pela DW.
Um voo desta natureza para Lisboa, adianta a mesma fonte, pode custar por pessoa entre 10 mil a 15 mil dólares. De acordo com uma empresa portuguesa que presta serviços nesta área, o preço real do aluguer do aparelho Luanda-Lisboa para 14 lugares VIP, já incluindo taxas e mordomias, ultrapassa os 50 mil euros (só ida mais três noites), dependendo do tempo de estadia.
De acordo com uma das edições do “Correio Angolense”, no final da primeira Liga portuguesa de futebol, entre o Benfica e o Vitória de Guimarães, registou-se “um movimento inusitado de aviões a jacto executivos saídos de Angola”, que transportaram para Lisboa políticos, oficiais-generais e empresários, entre outros. Na altura, o Aeroporto de Figo Maduro terá recebido dezenas de aviões de pequeno porte provenientes de Luanda.
A DW quis confirmar as informações, mas recebeu uma resposta evasiva por e-mail do departamento de relações públicas daquela infra-estrutura, sob a tutela da Força Aérea Portuguesa: “Infelizmente não será possível à Força Aérea acolher a sua solicitação”.
A ANA – Aeroportos de Lisboa também não avança muita informação, referindo apenas que “atendendo à indisponibilidade de slots, o Aeroporto Humberto Delgado deixou de receber aviação executiva”. Por e-mail, a empresa remeteu-nos para o Aeródromo de Tires, em Cascais, por ser “esta infra-estrutura que tem recebido este tipo de movimentos”.
O que inquieta o ex-primeiro ministro angolano Marcolino Moco é que estes luxos decorrem numa altura em que Angola enfrenta uma forte crise económica e financeira, provocada pela queda do preço do petróleo no mercado internacional.
Mas “há coisas piores em Angola”, considera Marcolino Moco. Como, por exemplo, o facto de o Presidente da República, José Eduardo dos Santos, ter nomeado a sua própria filha como presidente da Sonangol, “a empresa mais importante do país, que é uma empresa pública”, frisa.
“O que é escandaloso é terem sido instituídas no país estruturas ao serviço de uma família só”, afirma o ex-primeiro-ministro, lembrando que “não é só a Constituição em si que já dá poderes excepcionais a um Presidente da República, mas sobretudo a própria prática”.
Em Angola, acrescenta, “o que há são ordens superiores” e o próprio Presidente da República “é que instituiu esse tipo de regime e então criou super-homens, super-endinheirados, super-tudo”.
Ouvido pela reportagem da DW, o nosso director, William Tonet, afirma que esta é uma prática rotineira do novo-riquismo em Angola, demonstrada por figuras ligadas ao poder. “Os novos ricos angolanos têm uma série de jactos particulares. Grande parte dos ministros não viaja em aviões de carreira quando se desloca ao exterior”, referiu William Tonet.
“E como não há essa noção do que é gerir um Estado, as pessoas acham absolutamente normal que, diante do sofrimento e das dificuldades da maioria, consigam que os bancos transfiram dinheiro para pagar sobrevoos, subestadias e tripulações, durante o tempo que eles entenderem”, lamentou o director do Folha 8.
Para William Tonet, fazer uma viagem internacional num avião particular não é de “bom tom” num país em crise e deveria merecer uma reflexão crítica mesmo no interior do partido do poder, o MPLA.
“E isto do Benfica é uma aberração quando efectivamente muitos desses dirigentes só precisavam de emprestar um pouco de carinho às equipas angolanas para o campeonato interno ser bem melhor”, concluiu Tonet.

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Luanda –  São considerados   como descartados   rumores sugerindo a uma eventual candidatura de Sindika Dokolo às próximas eleições presidências  na República Democrática do Congo, sua terra natal. A  inviabilidade  do caso é baseada em justificações segundo as quais a constituição da RDC, não permitir candidaturas de cidadãos nacionais possuidores de uma segunda nacionalidade.
Constituição  não permite candidatos  com dupla nacionalidade 
 
Não obstante ter nascido em Kinshasa, em Marco de 1972,  o colecionador de artes e empresário congolês  Sindika Dokolo é detentor de  outras duas nacionalidade. Detém a dinamarquesa obtida pela sua mãe e a angolana por via do casamento com Isabel dos Santos, filha do Presidente de Angola. 
 
 
Os rumores que o apresentavam com o perfil de presidenciável começaram a   surgir  há dois meses,  no seio da diáspora da RDC, baseada em  Johanesburgo e com algum eco em Londres. Entre os seus  apoiantes, surgiram argumento em torno da sua faceta de “empresário de sucesso”, que no entender dos seus “apoiantes”, é um indicador ou garantia de que não iria se servir do Estado. As suas aptidões e sentido de moderação também são enaltecidas.  
 
 
Sindica Dokolo é filho de um falecido  banqueiro, Augustin Dokolo Sanu próximo ao ex-  presidente Mobutu Sese seku.  Contra Sindika Dokolo recaem alertas de se tratar de um “ousider” e desconhecido naquele país. Cresceu e frequentou os estudos na Europa e depois de casado passou a viver entre Luanda e Londres. Nunca viveu, na fase adulta, em Kinshasa.
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Caxito - O governador do Bengo, João Bernardo de Miranda, recomendou hoje, sexta-feira, a conclusão das obras do futuro Instituto Superior Tecnológico de Caxito.







GOVERNADOR DO BENGO, JOÃO BERNARDO DE MIRANDA, DISCURSA NA ABERTURA DO ANO ACADÉMICO 2017
FOTO: PEDRO PARENTE















   



O governante falou na cerimónia de abertura do ano académico 2017 do ensino superior, orientada pelo Vice-presidente da República, Manuel Domingos Vicente.
Na ocasião, o governador explicou que o Bengo conta apenas com uma instituição do ensino superior do Estado, concretamente a Escola Superior Pedagógica, criada há cerca de oito anos, com uma capacidade de pouco mais de 1.500 estudantes, cujas instalações são de uma escola primária cedidas a título de empréstimo.
João Bernardo de Miranda sublinhou que a província do Bengo, que pertence a primeira Região Académica, possui um considerável segmento, cada vez mais crescente, da juventude estudantil muito ávida do saber científico, não obstante a sua pequenez em termos de densidade populacional.
“Caxito é praticamente o prolongamento natural do território da província de Luanda e, como consequência, as vagas na Escola Superior Pedagógica do Bengo têm sido ocupadas por um grande universo de jovens, cuja maioria vem de Luanda, em claras desvantagens para os oriundos dos seis municípios do Bengo”, reclamou.
Enalteceu a compreensão e o alto sentido de responsabilidade da actual direcção da ESPB, que acolheu a exigência do Governo Provincial no sentido de destinar, em cada ano académico, a partir de 2017, no mínimo 40 porcento de vagas a jovens angolanos que provem residir na província do Bengo.
Deu a conhecer que para o ano académico 2017, a ESPB tem matriculados 3.333 estudantes, frisando que no ano académico transato, 152 jovens concluíram a sua formação nesta instituição do ensino superior, estando apenas a aguardar a cerimónia de outorga dos seus diplomas.
“A primeira geração de 109 licenciados saídas da ESPB foi lançada no mercado de emprego em 2016 como uma força de trabalho intelectual, vocacionada para o ensino de Matemática, Psicologia, História, Pedagogia e Língua Portuguesa”, explicou.
A cerimónia de abertura do ano académico 2017 decorreu sob o lema “por um ensino superior de qualidade, promovamos a cultura do mérito”.
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Luanda - A morte em combate de Jonas Savimbi é recordada esta quarta-feira em Angola, 15 anos depois, nomeadamente por quem lidou diretamente com o histórico fundador da UNITA nos meses em que viveu em Luanda, numa casa alegadamente sob escuta.
Fonte: Lusa
"O hóspede é uma nuvem, passa, mas eu não sou uma nuvem, fico"

A casa de Savimbi na zona nobre do Miramar em Luanda estava armadilhada, foram israelitas e marroquinos, que tiveram que desmontar aquilo. Tinha micros em todo o sítio.


Depois de 16 anos de guerra civil em Angola, Jonas Savimbi regressou pela primeira vez a Luanda a 29 de setembro de 1991, na sequência dos acordos de paz assinados em Bicesse, para preparar as eleições do ano seguinte.

Sobre esta presença, Félix Miranda, responsável pelas comunicações do partido do "galo negro" na altura, contou à Lusa que Savimbi permaneceu na capital angolana cerca de um ano, ficando a morar na zona nobre do Miramar, numa das áreas disponibilizadas à União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) pelo Governo.

"É preciso sublinhar que aquela casa estava armadilhada, foram israelitas e marroquinos também, se não me engano, que tiveram que desmontar aquilo. Tinha micros em todo o sítio. O MPLA [partido no Governo desde 1975] foi astuto, ofereceu casas que já tinha armadilhado e sabiam que o Savimbi iria aceitar aquela casa, então foi ali onde eles mais investiram", apontou.

Com a intervenção de uma equipa especial, que fez a peritagem no local, "conseguiram detetar e desmantelar" as escutas, recordou Félix Miranda, sobre as casas que hoje constituem o conhecido Complexo Hoteleiro da Endiama (CHE), que se transformou na única memória da passagem do líder histórico da UNITA por Luanda.

O trabalho feito, de acordo com Félix Miranda, que hoje é responsável também pela comunicação mas na Convergência Ampla de Salvação de Angola - Coligação Eleitoral (CASA-CE), liderada por Abel Chivukuvuku, transmitiu confiança e segurança a Jonas Savimbi.

"Eram duas casas gémeas, havia mais uma atrás onde ficaram o resto dos dirigentes da UNITA, Jeremias Chitunda, Abel Chivukuvuku, etc. Era ali onde fazíamos às vezes algumas conferências de imprensa e onde saíamos para algumas reuniões com Eduardo dos Santos [Presidente da República]", recordou.

Foi numa reunião, em Lisboa, de cerca de uma hora, com o seu opositor, o Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, que Savimbi disse ter acertado a instalação da sede do seu, ainda na altura, movimento, na capital angolana.

"Eu até pedi ao Presidente de Angola para nos arranjar casas", gracejou Savimbi, numa entrevista que concedeu em Lisboa, em junho de 1991, ao programa Já Agora, uma coprodução da agência Lusa e da Rádio Renascença.

"Sentia-se seguro, tínhamos aqui uns 'super comandos', ele confiava na sua tropa e, não só, havia advertência da própria comunidade estrangeira, para que não se fizesse mal a Savimbi, isso também contou muito", acrescentou, por sua vez, Félix Miranda.

Segurança que, afirma, "perdeu" após a leitura dos resultados das eleições gerais de 29 e 30 de setembro de 1992, quando "começaram a soprar ventos" sobre a preparação de um atentado contra Savimbi.

Antes da sua retirada de Luanda para o Huambo, que antecedeu o recrudescer da guerra civil, após as eleições, Félix Miranda registou uma mensagem que foi divulgada dias depois, deixando dúvidas sobre a sua presença ainda na capital.

"Antes de sair ainda chamou-me fui para o Miramar de madrugada, às 02:00, com o meu aparelho para registar a mensagem que ele deixou, depois pus a circular a mensagem e as pessoas pensavam que ele ainda estava cá, já tinha saído e foi se colocar no Huambo", assinalou.

Um ano antes, quando ocupou as casas do CHE, em Luanda, Savimbi agradeceu a receção e a forma como foi tratado pelo Governo, de que era "hospede, mesmo sendo angolano", em "casa provisória".

"Há um provérbio na minha terra que diz: o hóspede é uma nuvem, passa, mas eu não sou uma nuvem, fico. Logo, é preciso que os membros do Governo se habituem que eu vou ficar. A amabilidade (com) que me receberam devia continuar para podermos trabalhar juntos", disse na altura.

Jonas Malheiro Savimbi morreu a 22 de fevereiro de 2002, aos 67 anos, na província do Moxico, acossado por uma ofensiva das tropas governamentais, depois de atingido com 15 tiros.

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Luanda - O país esta falido no seu todo. Para minimizar a situação os tecnocratas, estudiosos e intelectuais definem cientificamente como “Falência técnica generalizada”. O resultado final do  consulado do  PRESIDENTE em quase quarenta foi agravada com a aprovação do modelo  constitucional  denominado ATÍPICO.


Fonte: Club-k.net
Fontes ligadas ao palácio presidencial admitem que o mentor da “colagem / mistura” desta constituição foi o próprio presidente que para a sua execução agregou os “constitucionalistas” do MPLA e alguns assessores para arquitectarem um modelo, aonde o foco fosse incluir prorrogativas - legais - que direccionassem todas as decisões atinentes ao paisa o presidente. Desta ideologia, se pariu o ATÍPICO como punho legal que o Presidente necessitava para governar Angola. 
É oportuno mencionar, que o presente estudo aborda concisamente as áreas mais afectadas pelo ATIPISMO e o resultado catastrófico em Angola e como consequência foram criadas duas camadas socais opostas:  Afiliados ao MPLA e aqueles que não comungam os princípios de Eduardo dos Santos.
É assim, que não é prematuro afirmar que o modelo Atípico foi a causa primaria da falência técnica/administrativa do executivo de José Eduardo Dos Santos que hoje é muito propagada. O PRESIDENTE angolano priorizou a família MPLA e não os angolanos no seu todo como foco de acção. Durante o consulado destes 38 anos era notável a ausência significativa e falta de contacto directo do presidente com a população em geral. Por outras palavras, JES passou a delegar  - governor -  o país através  da classe elitista do MPLA e por sua vez estes  -elitistas-  gerem o país no seu contexto amplo.


A título de exemplo, basta ver que nos últimos 15 anos foram raras a presença do PRESIDENTE nas celebrações das datas históricas nacionais e ocorrências que tenham afectado o povo comum. Contrário a outros presidentes mundiais, José Eduardo Dos Santos, optou em delegar as comissões ad hoc esporádicas para o representar em diferentes ocasiões.


Um dos últimos momentos mais marcáveis foi a ausência física e um pronunciamento do PRESIDENTE em Benguela durante  a  acidente natural. Não podemos esquecer a crise sanitária em 2015 quando cerca de 100 crianças morriam diariamente em Angola, e o silêncio do PRESIDENTE foi igualmente lamentável. Não visitou os hospitais, não transmitiu uma mensagem de conforto para as famílias afectadas. E a lista é longa durante os últimos 15 anos.


Contrariamente, sempre que um destacado membro associado a elite do MPLA organiza um evento cultural ou um dos seus membros familiares – Filhos, esposa…-  promovem um acto social o PRESIDENTE participa.


A essência do ATIPISMO permite ao PRESIDENTE governar indirectamente o país. Este formato indirecto cria múltiplos obstáculos burocráticos em todos os sectores públicos e como resultado Angola vive esta profunda falência técnica/administrativa que a muito se vinha chamando atenção mas Eduardo dos Santos e seus emissários optaram em ignorar e timbrar os que pensam diferente como promotores e «amantes da guerra».


O que e o Atipismo :
1 - Por outro lado, estudiosos em constituições consideram o ATIPISMO como uma constituição mista na qual inclui premissas existentes no modelo PRESIDENCIAL, PARLAMENTAR, MONARCO e TRADICIONAL AFRICANO. Esta fusão de modelos foi para acomodar a personalidade de Eduardo dos Santos.


Uma das características peculiares e abstractas do modelo em análise é que todos os sectores do país são directamente supervisionados e controlados pelo pelo Presidente da República.


Portanto, para uma nova ANGOLA será importante que se crie um modelo que proteja todos os angolanos e que se clarifica os poderes e deveres do PRESIDENTE num angulo diferente. Que o poder judicial não seja uma umbrela do PRESIDENTE. Só assim, se poderá exigir dos políticos mais rigor com a coisa publica. Descentralização de poderes é outro factor importantíssimo. O PRESIDENTE não deve participar ou dar aval positivo para se nomear por exemplo um director da ANGOP ou da TPA. O conselheiro económico do PRESIDENTE não pode ultrapassar as decisões do Ministro da economia. A nomeação de um governador para área económica de Malanje por exemplo, o Presidente eh chamada para dar um aval final.  Enfim, consequentemente esta acumulação de poderes obrigou o PRESIDENTE a instaurar constantemente comissões de trabalho para cada assunto e por sua vez  ele coordenava todas as comissões. Como resultado esta governação indirecta dificultava os trabalhos. Conflitos de interesses, duplicação de recursos humanos e financeiros era outra grave componente.


O ATÍPICO atribui ao PR e seu executivo  -palácio presidencial o poder judicial. Logo, o sistema judicial em Angola não exerce as suas funções e por outro lado evita não atropelar os interesses do PR. Eh assim, que a corrupção institucional nunca será combatida. A titulo de exemplo, o ex Ministro da Comunicação Social Manuel Rebelais que antes de assumir a pasta de assessor para a informação do PR tinha vários processos de judiciais ligados a corrupção por responder foram todos arquivados. E ate hoje graças ao ATIPISMO foram todos arquivados porque trabalha directamente para o PR.


O Atípico afectou a banca. Milhares de dólares foram canalizados para empreitadas associadas a familiares do PRESIDENTE e membros de proa do MPLA.  A sonangol, o pilar da economia angolana foi o sector que mais enriqueceu a elite do MPLA e familiares do PRESIDENTE. A nível do governo, todos os ministérios são geridos sem qualquer fiscalização. As empreitadas do estado são os melhores negócios para sobrefacturação. Posições de destaque no governo são atribuídas exclusivamente por “cunhas”, filiação partidária e não por competência.


Como nota final, o ATIPISMO  conduziu aceleradamente Angola para a falécia que vigora em Angola. Foi graças ao ATIPISMO, que o sistema judicial passou a defender unicamente os interesse do MPLA. O ATIPISMO promoveu a violação dos direitos humanos. Como conclusão, o ATIPISMO foi arquitectado para servir os interesses de José Eduardo dos Santos.
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Benguela - O ministro do Interior, Ângelo Veiga Tavares, anunciou nesta sexta-feira, na província de Benguela, a existência de um projecto orientado pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, que visa melhorar o sistema de segurança no país.

ÂNGELO VEIGAS TAVARES - MINISTRO INTERIOR (ARQ)
FOTO: ROSÁRIO DOS SANTOS
Ao intervir na cerimónia de apresentação do novo delegado do Interior e comandante provincial da Polícia Nacional em Benguela, comissário Elias Dumbo Livulo, informou que o projecto será implementado ainda este ano.
Sem avançar dados adicionais, o governante afirmou que a província de Benguela não está de fora desse projecto.
Ângelo Veigas Tavares solicitou, por outro lado, que os magistrados judiciais e o governo provincial passem a dar maior apoio ao novo comandante, visando melhorar o desempenho das funções face aos desafios que o país vai testemunhar.
O novo delegado do Interior e comandante provincial da Polícia Nacional em Benguela foi apresentado quinta-feira aos membros do governo, magistrados judiciais, conselhos consultivos da delegação do Interior e da Polícia Nacional.
No mesmo acto, o vice-governador provincial para a área Técnica e Infra-estruturas, Victor Sardinha Moita, manifestou, em nome do governo, disponibilidade de apoiar o novo comandante, visto que a província prepara-se para o período eleitoral.
O comissário Elias Livulo desempenhou antes as mesmas funções na província do Huambo.
Em Benguela, substitui o comissário-chefe Simão Tomás Queta, que vai dirigir o comando nacional da Polícia de Intervenção Rápida (PIR), em Luanda.
O novo comandante foi ainda apresentado aos membros dos conselhos consultivo da delegação do Interior e da Polícia Nacional.
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Luanda - O congressista norte-americano Frank Lobiondo realçou nesta quinta-feira, em Luanda, numa audiência concedida pelo presidente da Assembleia Nacional, Fernando da Piedade Dias dos Santos, a importância das relações estratégicas entre Angola e os EUA.






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Presidente da Assembleia Nacional, Recebe em audiência Congressistas Norte Americano

FOTO: CORTESIA / JA

PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA NACIONAL, RECEBE EM AUDIÊNCIA CONGRESSISTAS NORTE AMERICANO
FOTO: CORTESIA /JA
O legislador, que falava aos jornalistas no termo do encontro, precisou que o mesmo visou articular as possibilidades de incrementar as relações bilaterais, mediante o reforço da cooperação parlamentar e perspectivar as acções a desenvolver no futuro.
Neste sentido, apontou a troca de visitas entre parlamentares dos dois países como o ponto de partida para identificar as áreas de interesse comum passíveis de colaboração.
Instado a avaliar a preparação das eleições em Angola, o congressista disse que os americanos olham para o processo de forma positiva, a julgar pelo aprofundamento da democracia que tem sido evidenciado no país até ao momento, augurando que o sufrágio seja transparente.
Relativamente às dificuldades que Angola tem encontrado para reentrar no mercado do dólar norte-americano, o legislador mostrou-se esperançado que as autoridades angolanas encontrarão as vias para ultrapassar a situação.
Frank Lobiondo, que desembarcou em Luanda na manhã desta quinta-feira, para uma visita de trabalho de cinco dias a Angola, prevê manter contactos com deputados da Assembleia Nacional e alguns governantes.
O líder parlamentar angolano iniciou a jornada de hoje com uma audiência concedida ao embaixador do Sudão acreditado em Angola, Khalid El Fahal, seguida da recepção do chefe da delegação da União Europeia (UE) no país, Tomas Ulicny.
Em todos os actos, Fernando da Piedade Dias dos Santos bordou, com os interlocutores, aspectos atinentes ao reforço das relações de cooperação no domínio parlamentar.
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Luanda - O presidente da Comissão Nacional Eleitoral (CNE), André da Silva Neto, assegurou nesta quinta-feira que estão criadas as condições financeiras e humanas, para a cabal execução das tarefas, no âmbito do pleito eleitoral previsto para este ano.




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Presidente da CNE, André da Silva Neto

FOTO: JOAQUINA BENTO

TOMADA DE POSSE DOS PRESIDENTES DAS COMISSÕES PROVINCIAIS ELEITORAIS
FOTO: JOAQUINA BENTO
Adiantou que está já em curso a aquisição dos meios materiais que constituirão a logística eleitoral, bem como criadas as condições para iniciar as acções de capacitação e supervisão profissional dos membros e funcionários da CNE.
Ao discursar no acto de posse aos presidentes das comissões eleitorais das 18 províncias do país, designados pelo Conselho Superior da Magistratura Judicial, na base de critérios de idoneidade cívica e moral, probidade e competência técnica, afirmou que a instituição vai implementar as acções contidas no plano de actividades com a máxima lisura.
Segundo a fonte, pretendem faze-lo com imparcialidade e transparência, cumprindo, escrupulosamente, as imposições legais impostas no pacote eleitoral.
Lembrou que a CNE desempenha papel primordial na estabilidade política, na paz social e no fortalecimento e consolidação da democracia, se realizar eleições livres, justas e credíveis.
Considerou necessário que a instituição adopte uma postura dialogante e interactiva com os actores políticos que almejam alcançar o poder e com todos os agentes eleitorais que directa ou indirectamente participem na preparação e na execução do processo eleitoral em curso.
Para o presidente da CNE, "o diálogo permanente servirá para promover a inclusão, dissipar dúvidas a suspeição, anular a crispação e construir a confiança entre todos os participantes".
Salientou que se pretende ver o grande júri (eleitor) decidir os destinos da Nação e confiante que as entidades por si eleitas para os dirigir fá-lo-ão em prol do desenvolvimento, da prosperidade e do bem-estar de todos os angolanos.
André da Silva Neto afirmou que têm a responsabilidade de contribuir para a realização das Eleições Gerais de 2017, que permitirão ao povo, na qualidade de detentor da soberania da Nação, por via do sufrágio universal, livre, igual, directo e secreto escolher os dignos representantes junto dos poderes do Estado, constitucionalmente instituídos.
Pediu que os empossados respeitem a lei e se abstenham de pertencer aos órgãos de direcção, a qualquer nível, de partidos político ou coligação, bem como de pronunciamentos públicos em representação de forças políticos e de emitir opiniões ou a tomada de decisões que ponham em causa o funcionamento das suas instituições.

Dos 18 presidentes das comissões provinciais eleitorais, só os das províncias do Cuanza Sul e Moxico exercem o cargo pela primeira vez, enquanto os outros 16 foram reconduzidos.
Durante o acto, os empossados juraram defender os princípios fundamentais da ordem estabelecida na Constituição, respeitar as leis, realizar com zelo e dedicação as missões para as quais foram nomeados, contribuir para a realização dos fins superiores do Estado.
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Luanda - O presidente da Assembleia Nacional, Fernando da Piedade Dias dos Santos, dialogou nesta terça-feira, em Luanda, com o embaixador do Egipto em Angola, Khaled Hassan Abdelrahman, com quem examinou as vias conducentes ao estabelecimento da cooperação parlamentar.
PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA NACIONAL, FERNANDO DA PIEDADE DIAS DOS SANTOS (À DIR.), RECEBE EMBAIXADOR DO EGIPTO EM ANGOLA
FOTO: CLEMENTE
A informação foi prestada à imprensa pelo diplomata egípcio, no termo da audiência que lhe foi concedida na sede do Parlamento Angolano, tendo advogado a necessidade de um maior intercâmbio entre Angola e o seu país, centrado no domínio político.
Neste sentido, apontou que o relançamento da cooperação parlamentar deverá passar pela troca de visitas dos deputados para que possam conhecer as potencialidades de cada um dos dois países nos mais variados domínios.
Segundo o diplomata, o relacionamento deverá igualmente passar pela formação no domínio da diplomacia económica e jornalismo, através das comissões que versam sobre as Relações Exteriores de cada um dos parlamentos.
Entretanto, afirmou que a relação entre Angola e o Egipto é bastante forte, antevendo que a troca de visitas de deputados irá tornar a amizade ainda mais sólida.
No domínio comercial, Khaled Hassan Abdelrahman expressou a necessidade de se trabalhar para expandir os negócios, augurando que o acordo sobre a exploração do Canal do Suez permitirá o fortalecimento da área marítima entre Angola e o Egipto.
Ressaltou também o interesse manifestado por empresas egípcias em participar no processo de diversificação da economia angolana, nos mais diversos sectores, destacando as áreas do turismo e do desporto, uma vez que esta última contribui para a união dos povos.
A República Árabe do Egipto foi dos primeiros países a abrir uma Embaixada em Angola, em 1976, depois da proclamação da Independência Nacional, em 11 de Novembro de 1975.
A cooperação e coordenação com os movimentos africanos que lutavam para alcançar a independência completa do continente foi uma das prioridades da agenda política do Egipto, o que deu lugar a abertura, no Cairo, do escritório do MPLA, em 1965.